Da tanga da direita à direita de tanga

Fevereiro 20, 2005

Depois de três anos de desastre social e de quatro meses de episódios degradantes para a democracia, o país foi a eleições.

O Bloco de Esquerda, esquerda socialista e popular, apresentou-se aos eleitores como uma alternativa coerente, defendendo políticas claras capazes de responder à grave crise com que o país se depara. Assim, foi a primeira força política a tornar público o seu programa eleitoral, incluindo um conjunto de medidas consideradas prioritárias a propor nos primeiros cem dias do novo parlamento. Para além disso, traçou como objectivos centrais uma derrota histórica da Direita, um aumento significativo da sua votação e o crescimento do grupo parlamentar.

Em comícios, em debates ou no contacto directo com as populações privilegiou sempre a discussão política, não se deixando enredar nas insinuações, boatos e vazio de ideias que caracterizaram as campanhas do PSD e do PP. No concelho de Caminha dialogamos com cidadãos das várias freguesias, distribuímos as nossas propostas, reunimos com associações cívicas e fomos a única força política a promover um debate, debate esse realizado no Auditório do Museu Municipal e subordinado ao tema “Obras Públicas e Cidadania”. O movimento de simpatia e adesão às ideais do BE foram crescendo dia a dia e, desse modo, reforçando o sentimento de que os objectivos propostos seriam alcançados. Os eleitores deram-nos razão.
 
A nível nacional o BE sobe de 2.75 % (2002) para 6.38 % e o grupo parlamentar passa de 3 para 8 deputados. Sublinhe-se, que embora tenha crescido em todo país é no Portugal mais rural que a percentagem de subida é mais significativa. Surge como terceira força em Faro e em Coimbra, sendo quarta força na maioria dos restantes Distritos (incluindo Viana do Castelo) e nas Regiões Autónomas.

Concretamente, no Distrito de Viana do Castelo o BE obtém 4.5 % (1.76 % em 2002) e no concelho de Caminha ao conquistar mais 302 votos atinge 5.3% (2.36 % em 2002).

Estes resultados confirmam que cada vez mais portugueses se identificam com as políticas do BE, sendo certo, que elas constituem um compromisso com os eleitores e que será esse compromisso, e só esse, a determinar a actuação do Bloco no parlamento e no país.
 
 
Em relação ao PSD e ao PP, basta dizer que representam pouco mais de um terço dos portugueses o que significa uma derrota humilhante para Durão Barroso e Paulo Portas, e a queda desse mito com pés de barro chamado Santana Lopes.

Quer dizer, a Direita ficou de tanga.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: