Violência doméstica, uma questão civilizacional

Dezembro 20, 2006

Este tipo de violência acontece entre membros de uma mesma família ou que partilham o mesmo espaço de habitação, circunstâncias que tornam o problema delicado de abordar e nada fácil de combater. Ainda que tenha vindo a verificar-se um aumento da violência perpetrada sobre crianças e idosos, a esmagadora maioria dos casos continua a ocorrer entre os cônjuges e resulta da agressão masculina contra as mulheres.
 
As queixas não têm parado de aumentar, sendo que a GNR e a PSP registaram no primeiro semestre deste ano mais de 10.000. Por outro lado, nos últimos doze meses, 39 mulheres foram vítimas mortais de violência doméstica. A esta realidade não é estranha a persistência de gritantes desigualdades entre homens e mulheres, bem como uma impunidade manifesta deste género de crime traduzida nas raras condenações aplicadas aos agressores.
 
O problema não é recente, nem apenas nacional. Segundo dados do Conselho da Europa, a violência no espaço doméstico é a maior causa de morte e de invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos. A crueza dos números fala por si, devendo a nossa consciência tornar-se mais desperta para a defesa intransigente dos direitos humanos, independentemente, do grau de desenvolvimento dos países onde sejam postos em causa.

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